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Máquina do Tempo

February 20, 2009

Nos últimos dias eu tenho falado tanto de música celta, que resolvi retomar o blog – com tempo ou não.

Esse post tem dedicatória.: Reabrindo o blog, voltando a pesquisar e agradecendo imensamente: Beatriz e Eliel. PORQUE A CULPA É DE VOCÊS! haha E bem-vindos! =D~~

O que se conhece como música celta hoje em dia é a música música folclórica do norte da Europa.  Falemos especialmente da música tradicional irlandesa que, na verdade, tomou essa forma que conhecemos lá pelo século XVII.

Como os celtas tinham tradição oral, hoje nós não temos registros das músicas compostas naquela época.

Um pouquinho de história:

Os celtas ocuparam toda a europa central e ocidental por volta do primeiro milênio antes de Cristo. Foram derrotados pelos romanos e se moveram para oeste por causa de invasões – como a dos anglo-saxões.

O termo Keltois (ou celtas) foi utilizado pela primeira vez em textos greco-romanos. As tribos não se denominavam dessa maneira.

A cultura celta chegou ao seu ápice durante o terceiro século a.C. e, apesar de distintas, as tribos possuiam uma estrutura social similar, compartilhavam tradições artísticas La Tène* e conseguiam se entender uns aos outros.

Eram povos guerreiros, e não tinham medo da morte – já que acreditavam em uma outra vida. Isso, talvez, foi o que os tornou apreciadores de grandes festas e banquetes.

Os celtas não invadiam os locais que conquistavam e impunham sua cultura e, sim, se mesclavam com a cultura local.

No final do primeiro século a.C. a sociedade celta foi vencida por Roma. A resistência na Gália terminou e Júlio César direcionou sua primeira invasão à Bretanha. Ainda assim, os romanos nunca chegaram em solo irlandês, escossês e de algumas das ilhas britânicas.

A música:

As músicas irlandesas mais comuns são facilmente reconhecidas da seguinte maneira:

Reels e Jigs, que são as músicas mais alegres, pra se dançar.
Airs e Songs, que são músicas mais melancólicas… Costumam falar sobre a perda de alguém, ou um amor impossível.
Irish Drinking Songs, como o próprio nome sugere, são as músicas feitas para quando as pessoas estão bebendo. Possuem as letras mais divertidas que os Reels e Jigs.
Rebel Songs são as músicas tradicionais irlandesas, mas com as letras mais nacionalistas e especialmente falando sobre a
luta pela independência. Uma variante são as letras contando a vida de bandidos antigos que, paradoxalmente, lutavam contra a injustiça, opressão, autoridade… Algumas pessoas identificam as Rebel Songs como Irish Drinking Songs.


Finnegan’s Wake
é uma Irish Drinking Song, que conta a história do pedreiro Tim finnegan, gentle Irishman with a love for the liquor. A palavra Whiskey vem do gaélico “uisce beatha”, que significa “água da vida”. Um belo dia, bêbado, ele cai da escada e quebra o crânio… No seu velório, junto à danças, música e festa, irrompe uma briga… Whiskey é derramado sobre nosso querido pedreiro que, imediatamente, volta à vida e junta-se à festa.

A música inspirou a complexa e interessantíssima obra de James Joyce. Vale a pena conferir!

Um Jig Set com 2 dos instrumentos tradicionais na Irlanda: Fiddle e Banjo. O Jig (ou Gingado Irlandês) é perfeito para a Riverdance!

Cooley’s Reel talvez seja o Reel mais famoso da Irlanda. Tendo versões gravadas até pela banda Rhapsody, sob o nome de Elnor’s Magic Valey.

Maudabawn Chapel também é um reel conhecido, e uma delícia de se ouvir!

For Ireland, I’d Not Tell Her Name Um Air com outro dos instrumentos mais famosos da Irlanda: A Tin Wistle – uma flauta, tradicionalmente de latão, mas hoje utiliza-se de outros materias (como o alumínio) também. Ela pode lembrar My Heart Will Go On, como algumas pessoas comentaram quando conheceram, mas não é.

Betsy Bell And Mary Gray Song, que conta a seguinte história:
Betsy e Mary eram filhas de um imigrante escocês na Irlanda. Eram isoladas em um abrigo para escapar da peste. Só tinham contato com um rapaz, que lhes levava comida. O mesmo rapaz se apaixonou por ambas e, através dele, elas contraíram a peste e os 3 morreram. Na Irlanda do norte, dois vales iguais receberam seus nomes: Betsy e Mary. O local é ponto passagem de imigrantes escoceses à caminho da América.

*La Tène – Desenvouveu-se a partir da cultura Hallstatt, mas de forma mais vigorosa, na Idade do Ferro tardia. Seu principal material era o metal.
Com formas animais e vegetais sempre muito trabalhadas. Geometricamente, seguiam os padrões Hallstatt.

Go n-eírí an bóthar leat.*

April 16, 2008

*May the road rise with you.

E de Mato Grosso do Sul vamos direto para Dublin, Irlanda.

The Dubliners é uma banda de música tradicional irlandesa. Muuito bom pra ouvir com um Irish Coffee (ou aquela cervejinha mesmo), huh? Conheci nas minhas pesquisas sobre celtas (quem me conhece sabe minha queda pelo povo celta).

Escrevo esse post ouvindo: The Pub With no Beer.

O que te espera são flautas, fiddles, bodhrán, bajo.. Coisas que dão vontade de preparar uma grande fogueira e dançar em volta. Simplesmente delicioso!!

Deixo vocês com, além da indicação de banda, uma bênção irlandesa antiga, uma das minhas preferidas:

An Irish Prayer

May Gods give you…
For every storm, a rainbow,
For every tear, a smile,
For every care, a promise,
And a blessing in each trial.
For every problem life sends,
A faithful friend to share,
For every sigh, a sweet song,
And an answer for each prayer.

Muuuuita boa sorte irlandesa pra todos vocês!!!